Variações do tema do outsider
Sou uma patética variação do tema do outsider.
Cada vez mais percebo isso. Eu circulo por ambientes que não são meus, que não sou eu, em que não sou. Não é lamúria por ter origem humilde: é a constatação de que o universo a que pertenço é tão mais transparente do que esse pelo qual me arrasto como um pedinte. Otelo é Otelo não pelo ciúme a Desdêmona. É-o porque é um outsider: despertou a inveja e a fúria de Iago. Suporto com dificuldade os salões pela necessidade de alcançar certos objetivos que cada vez mais parecem menos meus. Uma piada de mau gosto. Eu sou rude, não tenho esse fino trato, esse sorriso que esconde fúrias. Se me enfureço, fecha-se a cara, pronto. Calar, calar, esperar, baixar a cabeça. Isso não é algo que aprendi com meu pai. Sou um estrangeiro. Quero-me de volta, mas parece que meu rosto está escondido em alguma gaveta. A um amigo que disse que escrevia um conto com um personagem baseado em mim, um conselho: se não for uma variação do tema do outsider, não serei eu. E não tem que ser, na verdade. Qual o sentido de tudo isso, para que tudo isso? Ouço conversas sobre viagens à Europa, tendências da literatura, projetos, editais. Cansado. Cansado de remar contra uma maré de imbecis. Cansado de ser um imbecil que acredita que pode fazer alguma coisa. Um estrangeiro. Num labirinto.
Sobre literatura e tartarugas
Recentemente um amigo me procurou pedindo ajuda com alguns textos que estava escrevendo. A ideia seria publicar um livro de poemas. Pediu que lesse e selecionasse o que me agradava. Li e gostei de pouca coisa. Alguns poemas poderiam ainda ser trabalhados, mas a grande maioria não passava do clichê e da prosa em cavalgamento.
O amigo me perguntou o que tinha achado. Disse, da maneira mais delicada que pude, que havia pouco ali que pudesse ir a livro. Ele perguntou se podia ajudá-lo recomendando textos. Eu disse que a melhor coisa era aprender lendo poetas, aprender pelo exemplo. Pediu autores. Recomendei, pra começar, Everardo Norões, que pra mim tem uma das qualidades que mais preso num poeta: a condensação de significado em poemas curtos. Pessoa me perdoe o sacrilégio, mas muitos poemas de Álvaro de Campos seriam mil vezes melhores se mais curtos.
O amigo perguntou se eu poderia fazer uma ‘triagem’ dos poemas que poderiam ser publicados numa edição que ele queria que fosse bilíngue. De minha parte, nunca permitiria a ninguém selecionar poemas meus para um livro. No máximo, pediria a opinião a amigos leitores — como peço, aliás — para ajudar a traçar o rumo que pensei para o livro em si. No final das contas, eu faria algo semelhante ao papel de um editor. Eu disse que o processo de escrever um livro pode ser lento. Falei do tempo que demorei para cada um dos meus. Ele queria publicar já. Perguntei quanto tempo vinha trabalhando no livro. Disse que escreveu, mas não tinha trabalhado sobre os poemas.
Foi aí que decidi escrever este post, porque me veio uma pergunta: por que meu amigo não conseguia notar que o que ele escrevia precisava de muito trabalho para poder ser chamado de arte? Por que com literatura é tão difícil ter essa percepção.
Um dos motivos que encontrei em minhas reflexões foi o fato de que, em literatura, a língua, que é nossa matéria prima, a princípio é dominada por todos os pretendentes a escritor. Digo a princípio porque a técnica literária não depende apenas do domínio das normas gramaticais ou de um conhecimento lexical amplo. Da mesma forma que, a centelha que distingue um grande músico de todos os outros vai além do simples domínio da teoria musical ou da execução dos acordes. Nesse ponto, uma coisa distingue e muito a arte literária de outras cuja habilidade em um determinado ‘medium’ ajuda a perceber a fraqueza do artista. Alguém que ouve um mau guitarrista o percebe no momento em que o infeliz começa a tocar. A mesma coisa acontece quando um pintor sem habilidade exibe sua obra, porque cores saturadas ou pinceladas tímidas ou imprecisas são facilmente identificadas por um olhar crítico. Com artes cênicas e dança, a mesma coisa, muito embora o ‘medium’ seja o próprio corpo e a habilidade ou a falta dela é mais uma vez perceptível na execução.
Com a literatura acontece — e aqui mais uma vez tomo o senso comum — o que acontece muitas vezes em minhas aulas de gramática: alunos que falam português há catorze anos têm uma certa resistência ao reconhecer a autoridade de alguém que ensina essa a norma padrão dessa língua. Quando lhes digo que o padrão para o verbo ‘mediar’ no presente é ‘eu medeio’, normalmente a resposta é uma careta ou resmungos.
Retomando o raciocínio: as pessoas ‘dominam’ a sua língua e creem que, por isso só, podem escrever. Alguém sem habilidade musical que tenta tocar violão, em algum momento, desistirá porque não conseguirá extrair do instrumento as notas que tem na mente. Alguém como eu, que não sabe dançar, pedirá socorro depois de pisar o pé da parceira e descobrirá -se ainda não souber — que não nasceu para aquilo.
Mas quem diz a alguém que escreve mal que o caminho não é aquele? A pessoa vai continuar escrevendo sem nenhum remorso, achando que está tudo bem, até encontrar alguém sincero o suficiente para dizer que não está legal. Imagino milhares de pretendentes a escritores como tartaruguinhas coxas na praia: se ninguém disser a elas que têm uma pata a menos, vão continuar entrando no mar.
Mas aí vem a pergunta: quem tem direito de impedir que as tartaruguinhas tentem se aventurar no mar, mesmo com só três patas? É, contra isso não tenho argumento. É a beleza da vida e são os riscos da arte: o que a faz bela e perigosa é se expor diante do mar, ignorando as chances que temos de sobreviver.
photo credit: madame.furie
Autores leiloam seus originais
Publicado no Jornal do Commercio, dia 25 de maio de 2010.
Por Schneider Carpeggiani
Leilão realizado hoje conta com os textos que deram origem a Galileia e Angu de sangue. O objetivo é arrecadar dinheiro para a Freeporto
Os originais de dois dos livros pernambucanos mais simbólicos na última década estarão entre os itens do 2º Leilão de Manuscritos e Originais de Escritores em Pernambuco. São eles Angu de sangue, de Marcelino Freire, e Galileia, de Ronaldo Correia de Brito (na época desse esboço, o livro ainda se chamava Davi entre as feras). O evento acontece hoje, às 19h, no Espaço Muda, e é organizado pelo coletivo Urros Masculinos.
Em 2010, Angu de sangue comemora 10 anos. Foi a estreia da prosa elíptica, rápida e virulenta de Marcelino Freire. “Coincidentemente, eu acabei de voltar do oftalmologista. Preciso usar óculos. Para continuar lendo e escrevendo. Lembro: à época do Angu minha vista ainda estava zero bala. Trabalhava como revisor de textos em uma agência de propaganda. E tem uns dois anos que vivo, direta e indiretamente, apenas de literatura. E esse Angu foi o começo de tudo. Foi o meu primeiro livro por uma editora. Por indicação do crítico literário João Alexandre Barbosa, que escreveu o prefácio”, lembra Freire.
Logo na estreia, o autor se consagrou como uma dos grandes nomes da literatura brasileira. Sempre fiel aos contos, ganhou um Prêmio Jabuti por Contos negreiros. O título foi adaptado para o teatro por uma companhia local que acabou se batizando como Angu de sangue. “Angu de sangue veio dar tempero ao meu trabalho. Uma voz que, revelada ali, ainda está comigo. E estará. Eu só escrevi o Angu porque vim morar em São Paulo. É quase um inventário desses meus primeiros anos paulistanos. A partir dele, fui aprimorando a minha visão de mim e do mundo, enxergando cada vez mais longe, entende?”, provoca.
O original colocado em leilão é última prova digitalizada do livro. “Tem alguns pequenos acertos meus. Em cada folha, dá para ver a data em que a prova foi impressa. E eu imprimia tudo isso dentro da agência de propaganda em que trabalhava. Na surdina. Silvana Zandomeni, que fez a direção de arte do livro, foi uma grande companheira nesse sentido. Passávamos madrugadas mexendo nisso. Tudo está ali, nesse original, registrado. Vejo-o e me lembro dessa primeira emoção, desses dias corridos. O livro foi lançado uns dois meses depois. E foi um sucesso.” Junto ao original, a prova de uma das fotografias que o artista plástico pernambucano Jobalo (que mora hoje na Itália) fez especialmente para a obra. “Ou seja: o cara vai levar um verdadeiro dossiê do Angu”.
Foi Jobalo, inclusive, quem deu nome ao meu livro. “Ele mandou-me uma carta da Itália brincando que se você tirasse a letra ‘S’ e a letra ‘E’ da palavra ‘sANGUe’, tem ‘angu’ lá dentro. E eu estava precisando de um título para fechar aquela reunião de contos. Alguns, que eu havia escrito ainda no Recife. Outros, escritos em choque com a cidade de São Paulo. Foi sendo cozinhado assim o livro – em contato com os carros e a fumaça de São Paulo. João Alexandre fala sobre isto no prefácio: o angu da tradição virou, aqui em São Paulo, o Angu de Sangue, o angu que foi possível construir, reconstruir. Foi o prato que eu criei nessa cidade. Para não comer o pão que o diabo amassou”.
Marcelino ressalta que esse é um livro de “sotaque” e em que “todos os personagens estão fora do lugar, desambientados no tempo e no espaço. Como eu estava, há dez anos.
PRECIOSIDADE
Com seu romance de estreia, Galileia, Ronaldo Correia de Brito levou para casa, ano passado, o maior prêmio em dinheiro do País, o São Paulo de Literatura. Segundo o autor, o original doado ao Urros Masculinos é o mais valioso de todos os originais do romance. “Desde o primeiro esboço de Galileia, foram oito anos. O original que doei para a Freeporto é o mais significativo das dezenas de tratamentos do romance. Nele, eu abandono projetos e tomo novos rumos. Quem o ler, ficará surpreso com os esboços de construção e desconstrução de minha escrita”, destaca o autor.
Nesse original, o leitor encontrará um foco maior no personagem Davi, que daria nome ao romance. “Eu pretendia que Davi fosse o personagem principal do romance. Mas, com o tempo, ele perdeu força para Adonias e Ismael, o que é bem comum de acontecer ao longo da escrita. Tive de buscar um outro nome para o romance. Minha mulher, Avelina, me sugeriu Galileia, sem nem mesmo ler o livro, apenas por ouvir meus relatos sobre a história. Conhecer o processo de criação dos artistas é como viajar no tempo, ou ler um bom romance policial. Quem ler esse Davi entra as feras, depois de ter lido Galileia terá grandes surpresas”. O leilão contará ainda com obras de Samarone Lima, Fernando Farias, Aldo Lins, Silvana Menezes e André Cervinskis. A renda será revertida para a realização da 2ª Freeporto.
» 2º Leilão de Originais e Manuscritos de Escritores em Pernambuco: hoje, às 19h, Espaço Muda (Rua do Lima, 280)
Panela de chá — Leilão de manuscritos e originais de escritores
Acontece na próxima terça-feira, dia 25 de maio, a Panela de chá — II Leilão de manuscritos e originais de escritores em Pernambuco. Rola no Espaço Muda, na rua do Lima, 280 (ao lado do Jornal do Commercio).
Ano passado fizemos o primeiro leilão, chamado Sarapateliterário. Foi no Pasárgada. Foi a primeira edição e as lembranças que tenho são muito boas. Uma coisa mágica você ver as pessoas dando lances pelos originais dos escritores, o que pra mim era um reconhecimento pelo trabalho deles, pelo seu processo criativo. Os originais de O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carrero foi arrematado por R$ 500,00 por um empresário pernambucano, cara de visão que reconheceu o valor daquele documento vivo, que em alguns anos se tornará mais valioso ainda como um artefato da história da literatura contemporânea produzida em nosso estado.
Lembro que nossa preocupação no Urros era que os manuscritos fossem para mãos que os respeitassem, então criamos um termo de responsabilidade que todos os compradores assinam, se certificando que devem preservar as peças arrecadadas e comunicar para nós se decidir se desfazer. Isso porque consideramos que é importante não perder de vista estas peças, que deveriam fazer parte do acervo de bibliotecas, instituições de ensino etc.
A esperança é que este ano as pessoas tomem consciência da importância desses originais. Como interessado pela crítica genética, não posso deixar de ficar extasiado com a visão de originais como o de Samarone Lima, de Viagem ao Crepúsculo: cheio de modificações, rasuras, correções que revelam o percurso do autor até a obra publicada.
Em se considerando o valor genético, me chama a atenção também os originais de Galileia, de Ronaldo Correia de Brito. Para começar, a versão doada para a FreePorto se chama “Davi entre as feras”, título anterior do livro, que provavelmente se chamava simplesmente “Davi”, já que “entre as feras está escrito a lápis. Há movimentos genéticos interessantíssimos, como uma passagem em que o autor substitui “Antonioni” por “um cineasta”, o que mostra um desejo de retirar um tom mais elitista da fala do personagem e ‘simplificar’ sua fala, aumentando a comunicabilidade da sequência como um todo.
Mais importante: o romance, como está, é muito diferente da versão final, uma vez que as personagens ainda não têm o delineamento que terão em Galileia e fragmentos inteiros foram suprimidos. A bem da verdade, o livro cresceria e posteriormente seria mais uma vez enxuto até chegar à publicação final. Em conversa com Ronaldo, confessou que, se o processo de escrita do romance tivesse cinco partes, essa representada nos originais seria a fase dois. O autor não explicitou se seriam cinco fases pré-editoriais ou não, mas nota-se claramente que se trata de um texto que revela muito das decisões tomadas posteriormente pelo autor em direção do seu premiado livro.
Fica então o convite a todos para adquirir manuscritos e originais desses autores que tiveram a delicadeza de doar ao Urros Masculinos e à FreePorto essa ferida aberta que são esses documentos, retrato marcante de sua escrita, de seu belo processo criativo.
O Grupo Paés preparou uma embalagem exclusiva que vai acomodar cada uma das peças leiloadas, uma coisa chique! Apresentações de Artur Rogério e Raimundo de Moraes, Bruno Piffardini e Leo Zadi, Dremelgas e coisa e tal. Eu, fico de mestre de cerimônia. Vamos lançar oficialmente a FreePorto neste dia. Preparem-se pra surpresas. Lançaremos até um prêmio literário. Aguardem! O convite para o evento vai aqui embaixo:
Crítica teatral em debate no teatro Hermilo Borba Filho
Matéria publicada no portal da Prefeitura da Cidade do Recife.
O papel do crítico teatral e a importância da sua formação para a discussão do teatro na atualidade. Essas e outras questões foram levantadas na segunda edição do projeto Laboratório de Literatura & Crítica, realizada na noite desta terça-feira (11), no Teatro Hermilo Borba Filho, Bairro do Recife. Com o tema “Onde Está o Crítico de Teatro?”, o debate contou com as participações do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Luís Reis, e da jornalista Ivana Moura.
O Laboratório de Literatura & Crítica foi idealizado pelo escritor e professor Wellington de Mello, e conta com o patrocínio do Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro) e o apoio da Prefeitura do Recife. A proposta do projeto é, segundo Wellington, propiciar um espaço de debate voltado à crítica cultural nos mais diversos veículos, seja nos periódicos, na internet, entre outros. “Em primeiro momento, nos voltaremos à crítica literária, mas queremos discutir também a crítica de uma forma mais ampla, o exercício da crítica, que é algo difícil. A proposta inicial é de fazermos seis edições, com um tema a cada mês”, explica Wellington.
“Onde Está o Crítico de Teatro?”, tema deste mês, procurou por em xeque a participação e a importância do ofício do crítico em relação à desmistificação de uma das mais complexas expressões artísticas, o teatro. Para o professor Luís Reis, o crítico de teatro atua diferentemente de um repórter que apenas cobre uma peça e transforma isso num relato meramente objetivo. “O teatro é uma arte que trabalha com uma profusão de signos. Existe o cenário, a luz, o figurino, as interpretações, etc. E o papel do crítico, ao escrever sobre um espetáculo, é fazer com que essa profusão de signos se expanda, ampliando o diálogo com o leitor. A crítica tem que raciocinar, construir uma linha de pensamento. Espera-se do crítico um olhar especializado”, colocou.
A jornalista Ivana Moura, assim como Reis, concorda que o traquejo de um crítico de teatro é adquirido com o tempo, com a prática, e, principalmente, com o amor pelo teatro. “Não existem escolas especializadas na formação de críticos de teatro. É necessário experiência e tempo de estrada para ser crítico. O teatro tem muitos significados, e você tem que entender, do seu conjunto, um pouco do que cada coisa e do que aquilo está querendo dizer para o público específico daquele tempo e daquele lugar”, disse Ivana.
Em um formato de talk-show, o debate se dá num bate-papo descontraído, com a participação de uma platéia, que tem a abertura para fazer perguntas aos convidados. Entre as diversas questões surgidas, estavam o processo criativo no teatro, a internet como veículo para a difusão de informação sobre crítica e espetáculos teatrais, a inserção da academia na análise desse universo, a adaptação de obras literárias para o teatro, assim como o atual cenário da crítica de teatro no Brasil e no Estado, entre outros.
Num Hermilo Borba Filho lotado, sobraram perguntas a serem respondidas. O que demonstra o sucesso do Laboratório e a importância da interação com o público em geral, uma das marcas pretendidas pelo projeto. “É um espaço do exercício da crítica e também um espaço de formação. E o público exercita isso e colabora com essa formação também através da sua participação”, explica Wellington de Mello.
A estudante de Letras, Thays Lima, esteve no evento e pretende acompanhar as próximas edições. “A proposta é muito interessante. Porque, pelo menos, pra mim, essa coisa da critica literária sempre foi algo tão distante, que eu nunca tive muito acesso, no sentido de saber qual é a dessa galera mesmo, sabe? De entender o porquê da crítica, como criticar, quais as ferramentas que os críticos usam”.
O Laboratório de Literatura & Crítica faz parte do Programa de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco e também conta com o apoio da Literato, Jema Produções, revista Crispim, Interpoética e Subfoco. A próxima edição do projeto será no dia 08 de junho, com a participação dos poetas Miró e Fábio Andrade, debatendo sobre o tema “Poesia?”.
Link original: http://www.recife.pe.gov.br/2010/05/12/critica
Bastidores
Nota publicada no Caderno Viiver Diario de Pernambuco, 24 de abril de 2010.
Coluna Bastidores
E a turma da Freeporto começa a se mexer para montar a sua 2ª edição. Para arrecadar grana, o pessoal já confirmou um novo leilão de manuscritos. Entre as aquisições estão os as provas de Angu de sangue, de Marcelino Freire, os originais de Laranja Seleta, de Nicolas Behr, e de Galileia, de Ronaldo Correia de Brito. Nessa versão de 2006, o romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura ainda se chamava Davi entre as feras.
O leilão, que antes fora batizado como Sarapatel Literário, agora passa a se chamar Chá de Panela. Ele acontece no dia 25 de maio no Espaço M.U.D.A., onde haverá recitais com o grupo Dremelgas e exposição de fotos da edição de estreia da Freeporto.
Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/24/viver3_0.asp

