“O peso do medo, 30 poemas em fúria” — Primeira leitura aberta
“Uma leitura furiosa e aterradora”. Essa é a promessa do poeta Wellington de Melo para a leitura integral do primeiro volume da primeira versão do seu “O peso do medo, 30 poemas em fúria”, que será realizada durante o primeiro Nós Pós — Especial Saraiva, no próximo dia 18/04 (sábado) a partir das 17h no Espaço Manuel Bandeira, Livraria Saraiva do Shopping Recife.
Após o seu comentado [desvirtual provisório] (Editora Canal6, Bauru, 2008) — incluído na seleção inicial do Prêmio Portugal Telecom 2009 — o poeta se lança em uma experimentação poética que ele considera visceral e perturbadora. “As duas palavras-chave do livro são o medo e a fúria”, afirma, “como grandes metáforas os silêncios e os gritos que separam os seres humanos”, completa. Os poemas, segundo o autor, foram feitos para serem lidos em voz alta, para serem gritados muitas vezes, dada a carga de tensão que comportam.
Os textos são escritos sem qualquer pontuação e sem indicações de versos, o que dá à leitura um ritmo alucinante, como no poema “Tapa”: “não há espaço para a fúria nos happenings de fim de tarde esquece da fúria toma um pro secco uma água com gás um café do timor vira a cara tira os óculos meu tapa não te alcança meu tapa caindo pelo abismo meu tapa a quilômetros de tua felicidade encaixotada(…)”. Ou ainda nos questionamentos de: “onde teu medo parede vigiada onde tua fúria fera engaiolada onde teu medo solidão sitiada onde tua fúria manhã mascarada onde teu medo desejo saciado onde tua fúria pânico alado onde teu medo só & metrificado onde tua fúria verso esfacelado(…)” (poema “Onde”).
A proposta do autor é a do livro não acabado: pretende realizar várias leituras públicas e a cada uma delas exibir novas versões do livro, que será feito em 3 volumes no formato cordel. “Não se trata de um cordel esteticamente falando: apenas utilizo o suporte pela urgência que tenho de lançar essas palavras para fora de mim”, declara, mas não desconsidera uma posterior versão em outro formato. “Quero ver o livro brilhando nas pupilas dos que o ouvirem. A versão definitiva nunca existirá, porque se completará com cada re-leitura feita.”
A leitura que acontecerá no Nós Pós é a da primeria versão do primeiro volume, com 10 poemas. O autor já está terminando os outros dois volumes, que seguirão a mesma dinâmica de leitura-lançamento-re-escritura. Cada volume será vendido por R$ 2,00, diretamente com o autor ou por seu site (www.wellingtondemelo.com.br). O poeta promete uma leitura “particularmente performática”, já que “o livro pede isso”. Sempre multimídia, Wellington afirma que durante a leitura serão exibidas em um telão fotografias manipuladas pelo poeta (ele as chama de “pixogravuras”) tiradas pelas ruas do Recife e que dialogam com os poemas “sem explicá-los”
Participarão também deste Nós Pós — Especial Saraiva apresentando textos autorais os escritores Silvio Hansen, Adélia Flor e Josi Guimarães. Entrada gratuita.
SERVIÇO:
O quê? Leitura aberta de “O peso do medo, 30 poemas em fúria
Nós Pós Especial — Saraiva
Onde? Espaço Manuel Bandeira, Livraria Saraiva — Shopping Recife
Quando? 18/04 (sábado), a partir das 17h
Contato:
poet@wellingtondemelo.com.br
(81) 9278–0618
Para comprar seu exemplar de O peso do medo, 30 poemas em fúria, clique aqui.
Release do livro “[desvirtual provisório]”
Vários olhares sobre a Pós-Modernidade
Evento na Saraiva Mega Store une bate-papo, instalação poética e leitura de poemas sobre a Pós-Modernidade.
RECIFE – As pessoas antenadas com as grandes discussões de nosso tempo terão a oportunidade de assistir a um bate-papo sobre a Pós-Modernidade. O evento acontecerá no próximo dia 11 de novembro, durante o lançamento do livro [desvirtual provisório], o segundo do poeta e tradutor pernambucano Wellington de Melo. Além do escritor, participarão do bate-papo o mestre em Teoria Literária João Martins (UFPE), o premiado ensaísta André Cervinskis e o escritor Artur Rogério, um dos idealizadores do coletivo Nós Pós.
O conceito de pós-modernidade está longe de ser um consenso. Um dos pioneiros do uso do termo, o filósofo francês François Lyotard explica que uma das condições pós-modernas é o fim das meta-narrativas; a pós-modernidade se caracteriza como uma época em que mesmo a “ciência” já não poderia ser considerada como a fonte da verdade. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman , que ajudou a popularizar o termo, hoje prefere falar de “modernidade líquida”. Já outros autores, como Gilles Lipovetsky, acreditam não ter havido uma ruptura que justifique o emprego do termo pós-modernidade – esse autor adotou o termo “hipermodernidade”.
Rótulos a parte, o evento, que acontece na Saraiva Mega Store do Shopping Recife, será uma oportunidade de o público aprofundar-se na questão. “A proposta do evento é lançar vários olhares sobre a questão da Pós-Modernidade, à luz da Filosofia, das Artes Plásticas e da Poesia”, explica Wellington de Melo. Durante o evento, será exposta a instalação-poética “[desvirtual provisório]” – versão reduzida da exibida durante a Fliporto 2008 – e serão lidos alguns poemas do livro homônimo.
SERVIÇO:
[desvirtual provisório]: três olhares, uma instalação e alguns poemas sobre a Pós-Modernidade.
Data: 11/11
Horário: 19h
Local: Saraiva Mega Store, Shopping Center Recife
Av. Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem – Recife/PE
Contatos
Telefone: (81) 9278–0618
Email: poet@wellingtondemelo.com.br, wjdemelo@gmail.com
