Nota na coluna Bastidores
Publicado no Diario de Pernambuco, dia 29 de maio de 2010.
Por Thiago Correia
Depois das adaptações de Angu de Sangue e Rasif: mar que arrebenta, o coletivo Angu de Teatro se prepara para levar aos palcos os contos de Matriuska, de Sidney Rocha. Segundo o autor, a direção vai ser de Vavá Paulino e a companhia de teatro já entrou em contato com Pablo Pólo, que adaptou o livro para o cinema.
![]() O dinheiro do 2º Leilão de Manuscrito e originais será revertido para a realização da FreePorto.O trio do Urros anunciou as primeiras atrações da festa que acontece em dezembro. Já confirmados estão os escritores Nicolas Behr, Mario Prata, Ronaldo Correia de Brito, o cronista Antonio Prata e a jovem poetisa Bruna Beber. Foto: Arquivo Pessoal |
Curiosamente, Sidney Rocha e a companhia Angu de Teatro protagonizaram uma disputa emocionante pela prova final de Angu de Sangue de Marcelino Freire, no 2º Leilão de Manuscritos e Originais de Escritores de Pernambuco. Quem levou a melhor foi o grupo teatral, que arrematou o original por R$ 1.001. A trupe do Urros Masculinos arrecadou cerca de R$ 1.800.
Evento receberá escritor Mario Prata
Publicado na Folha de Pernambuco, dia 27 de maio de 2010.
Por Mônica Melo
O grupo Urros Masculinos anunciou, na última terça-feira, os escritores que irão participar da segunda edição da FreePorto, de 3 a 5 de dezembro. Em uma versão mais conceitual, a festa, que renderá homenagens aos escritores Lucila Nogueira, Silvana Menezes e Campos de Carvalho, propõe-se um livro vivo, no qual a narrativa será construída, até dezembro, com a participação dos leitores.
O evento vai trazer para as ruas do Bairro do Recife os escritores Mario Prata (MG), autor de “Diário de um magro” e “Sete de paus”, Antonio Prata, que assina “O inferno atrás da pia”, além da poeta Bruna Beber. Completam o time Ronaldo Correia de Brito, do premiado “Galileia”, Marcelino Freire e o poeta mato-grossense, radicado em Brasília, Nicolas Behr, autor de “Braxília revisitada” e “Laranja Seleta”.
“A FreePorto promove também diálogos com novos nomes. O Nicolas é um cidadão de alma freeportenha e produção independente. Ele tem, inclusive, livros mimeografados”, acrescenta Wellington de Melo, do Urros. O grupo, que se dedica à captação de recursos para a festa, anunciará novidades ao longo do segundo semestre.
Link original: http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-programa/571444?task=view
FreePorto divulga a programação 2010
Publicado no Jornal do Commercio, dia 27 de maio de 2010.
A Free Porto deu o start da sua edição 2010. Uma conversa com a imprensa na quarta à tarde, no Espaço Muda, da Rua do Lima, detalhou o evento organizado pelo coletivo Urros Masculinos – composto pelos escritores Artur Rogério, Bruno Piffardini e Wellington de Melo –, que irá acontecer entre 3 e 5 de dezembro no Bairro do Recife. Logo em seguida foi realizado o 2º Leilão de originais de autores pernambucanos.
O maior lance da noite foi para Angu de sangue, obra de estreia de Marcelino Freire, que completa agora 10 anos. Foi arrematado por R$ 1 mil. O novo dono do texto é o grupo teatral Angu de sangue, que adotou o título da obra. O segundo lugar foi Davi entre as feras/Galileia, de Ronaldo Correia de Brito, por R$ 400. E Laranja seleta, de Nicolas Behr, por R$ 300. Todo dinheiro arrecadado será investido na Free Porto 2010.
Uma das novidades do festival este ano foi o anúncio do Prêmio Nacional Pierre Menard de Cover Literário. Esse nome faz referência ao conto de Jorge Luis Borges Pierre Menard, autor de Quixote, sobre um homem que copiou todo o estilo do clássico de Cervantes, com a justificativa de que seria mais difícil copiar um romance, palavra por palavra, a escrever um novo.
“A intenção do prêmio é que os participantes realizem, textualmente, um cover literário de qualquer autor, consagrado ou não. Ao eleger um escritor a ser ‘homenageado’, o texto deverá ser uma réplica o mais fiel possível do estilo deste autor, anulando por completo a identidade do participante do prêmio em questão”, diz um trecho do edital. O melhor de tudo é o intuito da premiação, “incentivar a produção de textos o menos autorais possíveis.” O primeiro lugar ganha R$ 200 e o segundo um manual de redação e estilo. O edital completo está no www.freeporto.wordpress.com.
O tema da festa este ano continuará sobre o signo da “raposa” com que ela estreou ano passado, Chuva e sol, casamento da raposa com o rouxinol. “Essa antiga rima da tradição búlgara dá o tema da Free Porto 2010. Nossa raposa atingiu a maioridade legal, e está finalmente apta a cumprir todos os rituais que lhe cabem para se tornar uma cidadã de bem: tornar-se responsável perante os olhos da sociedade, contribuir com a receita federal, formar uma união estável e procriar”, brincou Wellington de Melo, ressaltando o caráter anárquico do evento.
A coletiva anunciou ainda a programação de escritores convidados: Mario Prata, Ronaldo Correia de Brito, Marcelino Freire, Lucila Nogueira, Nicolas Behr, Bruna Beber, Antonio Prata, Silvana Menezes. “Iremos comemorar os 1329 anos da formação do Primeiro Império Búlgaro e os 46 anos da publicação de O púcaro búlgaro, do autor mineiro Campos de Carvalho”, adianta Wellington.
Link original (para assinantes): http://jc3.uol.com.br/jornal/2010/05/27/not_378634.php
Autores leiloam seus originais
Publicado no Jornal do Commercio, dia 25 de maio de 2010.
Por Schneider Carpeggiani
Leilão realizado hoje conta com os textos que deram origem a Galileia e Angu de sangue. O objetivo é arrecadar dinheiro para a Freeporto
Os originais de dois dos livros pernambucanos mais simbólicos na última década estarão entre os itens do 2º Leilão de Manuscritos e Originais de Escritores em Pernambuco. São eles Angu de sangue, de Marcelino Freire, e Galileia, de Ronaldo Correia de Brito (na época desse esboço, o livro ainda se chamava Davi entre as feras). O evento acontece hoje, às 19h, no Espaço Muda, e é organizado pelo coletivo Urros Masculinos.
Em 2010, Angu de sangue comemora 10 anos. Foi a estreia da prosa elíptica, rápida e virulenta de Marcelino Freire. “Coincidentemente, eu acabei de voltar do oftalmologista. Preciso usar óculos. Para continuar lendo e escrevendo. Lembro: à época do Angu minha vista ainda estava zero bala. Trabalhava como revisor de textos em uma agência de propaganda. E tem uns dois anos que vivo, direta e indiretamente, apenas de literatura. E esse Angu foi o começo de tudo. Foi o meu primeiro livro por uma editora. Por indicação do crítico literário João Alexandre Barbosa, que escreveu o prefácio”, lembra Freire.
Logo na estreia, o autor se consagrou como uma dos grandes nomes da literatura brasileira. Sempre fiel aos contos, ganhou um Prêmio Jabuti por Contos negreiros. O título foi adaptado para o teatro por uma companhia local que acabou se batizando como Angu de sangue. “Angu de sangue veio dar tempero ao meu trabalho. Uma voz que, revelada ali, ainda está comigo. E estará. Eu só escrevi o Angu porque vim morar em São Paulo. É quase um inventário desses meus primeiros anos paulistanos. A partir dele, fui aprimorando a minha visão de mim e do mundo, enxergando cada vez mais longe, entende?”, provoca.
O original colocado em leilão é última prova digitalizada do livro. “Tem alguns pequenos acertos meus. Em cada folha, dá para ver a data em que a prova foi impressa. E eu imprimia tudo isso dentro da agência de propaganda em que trabalhava. Na surdina. Silvana Zandomeni, que fez a direção de arte do livro, foi uma grande companheira nesse sentido. Passávamos madrugadas mexendo nisso. Tudo está ali, nesse original, registrado. Vejo-o e me lembro dessa primeira emoção, desses dias corridos. O livro foi lançado uns dois meses depois. E foi um sucesso.” Junto ao original, a prova de uma das fotografias que o artista plástico pernambucano Jobalo (que mora hoje na Itália) fez especialmente para a obra. “Ou seja: o cara vai levar um verdadeiro dossiê do Angu”.
Foi Jobalo, inclusive, quem deu nome ao meu livro. “Ele mandou-me uma carta da Itália brincando que se você tirasse a letra ‘S’ e a letra ‘E’ da palavra ‘sANGUe’, tem ‘angu’ lá dentro. E eu estava precisando de um título para fechar aquela reunião de contos. Alguns, que eu havia escrito ainda no Recife. Outros, escritos em choque com a cidade de São Paulo. Foi sendo cozinhado assim o livro – em contato com os carros e a fumaça de São Paulo. João Alexandre fala sobre isto no prefácio: o angu da tradição virou, aqui em São Paulo, o Angu de Sangue, o angu que foi possível construir, reconstruir. Foi o prato que eu criei nessa cidade. Para não comer o pão que o diabo amassou”.
Marcelino ressalta que esse é um livro de “sotaque” e em que “todos os personagens estão fora do lugar, desambientados no tempo e no espaço. Como eu estava, há dez anos.
PRECIOSIDADE
Com seu romance de estreia, Galileia, Ronaldo Correia de Brito levou para casa, ano passado, o maior prêmio em dinheiro do País, o São Paulo de Literatura. Segundo o autor, o original doado ao Urros Masculinos é o mais valioso de todos os originais do romance. “Desde o primeiro esboço de Galileia, foram oito anos. O original que doei para a Freeporto é o mais significativo das dezenas de tratamentos do romance. Nele, eu abandono projetos e tomo novos rumos. Quem o ler, ficará surpreso com os esboços de construção e desconstrução de minha escrita”, destaca o autor.
Nesse original, o leitor encontrará um foco maior no personagem Davi, que daria nome ao romance. “Eu pretendia que Davi fosse o personagem principal do romance. Mas, com o tempo, ele perdeu força para Adonias e Ismael, o que é bem comum de acontecer ao longo da escrita. Tive de buscar um outro nome para o romance. Minha mulher, Avelina, me sugeriu Galileia, sem nem mesmo ler o livro, apenas por ouvir meus relatos sobre a história. Conhecer o processo de criação dos artistas é como viajar no tempo, ou ler um bom romance policial. Quem ler esse Davi entra as feras, depois de ter lido Galileia terá grandes surpresas”. O leilão contará ainda com obras de Samarone Lima, Fernando Farias, Aldo Lins, Silvana Menezes e André Cervinskis. A renda será revertida para a realização da 2ª Freeporto.
» 2º Leilão de Originais e Manuscritos de Escritores em Pernambuco: hoje, às 19h, Espaço Muda (Rua do Lima, 280)
Crítica teatral em debate no teatro Hermilo Borba Filho
Matéria publicada no portal da Prefeitura da Cidade do Recife.
O papel do crítico teatral e a importância da sua formação para a discussão do teatro na atualidade. Essas e outras questões foram levantadas na segunda edição do projeto Laboratório de Literatura & Crítica, realizada na noite desta terça-feira (11), no Teatro Hermilo Borba Filho, Bairro do Recife. Com o tema “Onde Está o Crítico de Teatro?”, o debate contou com as participações do professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Luís Reis, e da jornalista Ivana Moura.
O Laboratório de Literatura & Crítica foi idealizado pelo escritor e professor Wellington de Mello, e conta com o patrocínio do Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro) e o apoio da Prefeitura do Recife. A proposta do projeto é, segundo Wellington, propiciar um espaço de debate voltado à crítica cultural nos mais diversos veículos, seja nos periódicos, na internet, entre outros. “Em primeiro momento, nos voltaremos à crítica literária, mas queremos discutir também a crítica de uma forma mais ampla, o exercício da crítica, que é algo difícil. A proposta inicial é de fazermos seis edições, com um tema a cada mês”, explica Wellington.
“Onde Está o Crítico de Teatro?”, tema deste mês, procurou por em xeque a participação e a importância do ofício do crítico em relação à desmistificação de uma das mais complexas expressões artísticas, o teatro. Para o professor Luís Reis, o crítico de teatro atua diferentemente de um repórter que apenas cobre uma peça e transforma isso num relato meramente objetivo. “O teatro é uma arte que trabalha com uma profusão de signos. Existe o cenário, a luz, o figurino, as interpretações, etc. E o papel do crítico, ao escrever sobre um espetáculo, é fazer com que essa profusão de signos se expanda, ampliando o diálogo com o leitor. A crítica tem que raciocinar, construir uma linha de pensamento. Espera-se do crítico um olhar especializado”, colocou.
A jornalista Ivana Moura, assim como Reis, concorda que o traquejo de um crítico de teatro é adquirido com o tempo, com a prática, e, principalmente, com o amor pelo teatro. “Não existem escolas especializadas na formação de críticos de teatro. É necessário experiência e tempo de estrada para ser crítico. O teatro tem muitos significados, e você tem que entender, do seu conjunto, um pouco do que cada coisa e do que aquilo está querendo dizer para o público específico daquele tempo e daquele lugar”, disse Ivana.
Em um formato de talk-show, o debate se dá num bate-papo descontraído, com a participação de uma platéia, que tem a abertura para fazer perguntas aos convidados. Entre as diversas questões surgidas, estavam o processo criativo no teatro, a internet como veículo para a difusão de informação sobre crítica e espetáculos teatrais, a inserção da academia na análise desse universo, a adaptação de obras literárias para o teatro, assim como o atual cenário da crítica de teatro no Brasil e no Estado, entre outros.
Num Hermilo Borba Filho lotado, sobraram perguntas a serem respondidas. O que demonstra o sucesso do Laboratório e a importância da interação com o público em geral, uma das marcas pretendidas pelo projeto. “É um espaço do exercício da crítica e também um espaço de formação. E o público exercita isso e colabora com essa formação também através da sua participação”, explica Wellington de Mello.
A estudante de Letras, Thays Lima, esteve no evento e pretende acompanhar as próximas edições. “A proposta é muito interessante. Porque, pelo menos, pra mim, essa coisa da critica literária sempre foi algo tão distante, que eu nunca tive muito acesso, no sentido de saber qual é a dessa galera mesmo, sabe? De entender o porquê da crítica, como criticar, quais as ferramentas que os críticos usam”.
O Laboratório de Literatura & Crítica faz parte do Programa de Extensão da Universidade Federal de Pernambuco e também conta com o apoio da Literato, Jema Produções, revista Crispim, Interpoética e Subfoco. A próxima edição do projeto será no dia 08 de junho, com a participação dos poetas Miró e Fábio Andrade, debatendo sobre o tema “Poesia?”.
Link original: http://www.recife.pe.gov.br/2010/05/12/critica
Crítica de teatro em debate, hoje
Nota publicada na Folha de Pernambuco, dia 11 de maio de 2010.
Após problematizar, na estreia, o espaço midiático destinado à crítica literária, o projeto Laboratório, idealizado pelo escritor e professor Wellington de Melo, um dos organizadores da FreePorto, abre discussão sobre a prática da crítica de teatro. O encontro, em edições mensais até
setembro, acontece, a partir das 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho.
A curadoria, integrada também pelo escritor Jomard Muniz de Britto e os críticos Cristhiano Aguiar, Bruno Piffardini e Cristiano Ramos, escalou para aprofundar o tema o professor Luiz Reis (UFPE) e a jornalista Ivana Moura. Em debate, a formação e o papel do crítico de teatro, além da participação de textos da área na pauta de cultura. A organização do evento recomenda a chegada dos interessados com uma hora de antecedência para distribuição da senha que dá acesso gratuito ao teatro.
Serviço
Projeto Laboratório. Tema: Onde está o crítico de teatro?
Teatro Hermilo Borba Filho
A partir das 19h
Informações: www.olaboratorio.wordpress.com
Laboratório discute crítica teatral
Nota publicada no Diario de Pernambuco, dia 11 de maio de 2010.
Caderno Viver
A segunda edição do projeto O Laboratório será hoje, às 19h, no Teatro Hermilo Borba Filho (Rua do Apolo, 121, Recife Antigo). Desta vez, a pauta da discussão será o tema “Onde está o crítico de teatro?”. O talk-show tem apresentação do jornalista Cristiano Ramos e traz como convidados os também jornalistas Luís Reis e Ivana Moura, editora do Viver. A entrada é gratuita.
Bastidores
Nota publicada no Caderno Viiver Diario de Pernambuco, 24 de abril de 2010.
Coluna Bastidores
E a turma da Freeporto começa a se mexer para montar a sua 2ª edição. Para arrecadar grana, o pessoal já confirmou um novo leilão de manuscritos. Entre as aquisições estão os as provas de Angu de sangue, de Marcelino Freire, os originais de Laranja Seleta, de Nicolas Behr, e de Galileia, de Ronaldo Correia de Brito. Nessa versão de 2006, o romance vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura ainda se chamava Davi entre as feras.
O leilão, que antes fora batizado como Sarapatel Literário, agora passa a se chamar Chá de Panela. Ele acontece no dia 25 de maio no Espaço M.U.D.A., onde haverá recitais com o grupo Dremelgas e exposição de fotos da edição de estreia da Freeporto.
Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/04/24/viver3_0.asp

