O ventríloquo (poema)

A Delmo Montenegro

 

parir palavras mortas é o barato dessa nossa nova bossa o dia envenenado e a tarde uma amante velha que se abandona meninos passeiam felizes acorrentados a holofotes no teatro os bonecos lamentam à meia luz a voz que nunca tiveram mas seria o afã dos bonecos mais aterrador que o pânico sólido do ventríloquo que esmagado pelo desejo das marionetes esqueceu em alguma gaveta a sua voz primeira

Popularity: 3%

Compartilhe este post:
  • email
  • Print
  • Twitter
  • Facebook
  • RSS
  • Add to favorites
  • Google Bookmarks
  • del.icio.us
  • MySpace
  • PDF
  • Tumblr

Posts relacionados

About the Author

Wellington de Melo

Escritor, professor & crítico da vida.

2 já comentaram para “O ventríloquo (poema)”

  1. Ah, poxa, obrigado. Esse poema vai estar na edição de março do suplemento Pernambuco.

  2. Preciso dizer que estou arrepiada?

Deixe um comentário