[desvirtual provisório] no Portugal Telecom
A todos @s amig@s faço saber que o meu [desvirtual provisório] está na seleção incial do Prêmio Portugal Telecom de Literatura.
É mais um passo de um livro que tem me dado muitas alegrias pela recepção que vem recebendo e pela discussão vem suscitando. É meu segundo livro de poemas, lançado em 2008 pela Canal6 Editora (Bauru/SP), e que teve uma gestação dura e trabalhosa: levei a cabo toda a concepção estética, passando inclusive pela diagramação — feita em Word — , a imagem da capa — um quadro meu a óleo — e as imagens do interior. O livro tem o prefácio da saudosa amiga Maria do Carmo Barreto Campello de Melo, que não chegou a vê-lo publicado, o posfácio de Artur Rogério e uma bela orelha da amiga Beatriz Durant. Eu gosto do fato de o livro ter olhares de gerações diferentes em seus ‘fácios’ (para ler os textos, clique aqui.)
![[desvirtual provisório] [desvirtual provisório]](http://wellingtondemelo.com.br/site/wp-content/uploads/2008/10/capa-210x300.jpg)
Ao contrário do que parece, os poemas deste livro falam não só sobre a M@quina — assim, com arroba, para representar a máquina pós-moderna da imagem — mas sobre o Homem, sobre o que é ser humano no começo do século XXI, de como perdemos o que há de humano em nós e de como o que há de humano em nós também é corrupto — não posso ignorar Baudelaire, para quem
“l’homme , c’est-à-dire chacun, est si naturellement dépravé”.
Para Pessoa “todo estado da alma é uma paisagem”. Neste livro eu percorro “paisagens” ora apocalípticas, ora redentoras, ora melancólicas, que vão descrevendo a M@quina enquanto revelam a própria face contraditória do homem dito “pós-moderno”. Como disse antes, o livro vem tendo comentários interessantes. Entre outros rótulos a obra já foi chamada de “neo-tropicalista”, “surrealista”, “neo-contretista”, dotada de uma “poética cyborg” etc. Alguns acharam, por exemplo, que o livro era um “manifesto” contra a tecnologia e fizeram uma certa galhofa, sugerindo que o livro deveria ser feito com xilogravura. Não entenderam nada. O livro é mais um grito ao homem do que uma negação da M@quina. Mas amo todas as visões que o livro oferece, amo todas. Não me vejo em algumas, mas a obra é livre, a obra é aberta, e todas as visões ajudam a dar vida ao livro.
Dois poemas do livro ([desvirtual provisório] e [Casa]) foram publicados na Revista Continente (nov. 2008, para lê-los clique aqui), teve poemas lidos no Rio de Janeiro no Corujão de poesia e rendeu duas entrevistas: uma no Jardins de Literatura (clique aqui) e outra no Café Colombo (clique aqui), além de um bate-papo no Sexta Cultural, a convite do Cristiano Ramos e uma matéria no Jornal do Commercio (clique aqui para lê-la).
Agora é só esperar. Briga de cachorro grande, mas quem disse que eu tenho medo de briga? Por fim, para ouvir o poema [Casa] na voz da poetisa Mariane Bigio, clique aqui.
